Por enquanto, uma reflexão: enquanto professores de sociologia no ensino médio, precisamos criticar os livros didáticos de nossa disciplina que não falam do pensamento social brasileiro, e quando citam o fazem de maneira muito rasa. É necessário levar mais a sério os debates que ocorreram na intelectualidade que pautou como sua preocupação central o nosso país, senão, formaremos gerações e gerações com um pensamento (ou uma visão de Brasil) desterrado em nossa própria terra. Talvez se este debate fosse feito de maneira séria, não teríamos uma gritante ausência sobre a questão negra na maioria destes livros didáticos...Livro: "Um enigma chamado Brasil"
Por enquanto, uma reflexão: enquanto professores de sociologia no ensino médio, precisamos criticar os livros didáticos de nossa disciplina que não falam do pensamento social brasileiro, e quando citam o fazem de maneira muito rasa. É necessário levar mais a sério os debates que ocorreram na intelectualidade que pautou como sua preocupação central o nosso país, senão, formaremos gerações e gerações com um pensamento (ou uma visão de Brasil) desterrado em nossa própria terra. Talvez se este debate fosse feito de maneira séria, não teríamos uma gritante ausência sobre a questão negra na maioria destes livros didáticos...Filmes sobre educação
"Pro dia nascer feliz" (2007) de Joao Jardim
"Entre os muros da escola" (2008) de Laurent Cantet
Postado por Festi às 11:42 0 comentários
Marcadores: Arte, Ensino, Sociologia
Atividade de Socioligia sobre Educação
Título: “ETECAP em foco”
Alunos dos 2os A, B, C, D e E.
Objetivos: utilizar os conhecimentos adquiridos em sociologia (e outras disciplinas) para analisar criticamente a nossa própria escola. Trabalhar com pesquisa quantitativa através de um questionário para um determinado público e analisar o seu resultado. Escrever um trabalho analítico sobre um determinado objeto da realidade, no caso, a escola.
Grupos de 5 a 6 estudantes
Metodologia e Procedimentos:
- Elaborar um questionário para ser aplicado nos primeiros e terceiros anos do Ensino Médio. Cada sala aplicará este questionário nas respectivas salas com a mesma letra que a sua. Por exemplo, os alunos do 2C formularão um questionário para o 1º C e o 3º C. As perguntas serão elaboradas pelos próprios alunos (grupos) com ajuda do professor.
- Analisar os resultados dos questionários a luz das teorias pedagógicas que estudamos em Sociologia (ou outras que os alunos venham a pesquisar).
- Contextualizar nossa escola no universo da educação brasileira e mundial.
- Ensaio Fotográfico
Resultados:
- Dados dos questionários quantificados
- Trabalho escrito e apresentado para a sala
- Blog da sala para publicação dos resultados
Datas:
- 28 e 29/set – Filme: “Pro dia nascer feliz”
- 06 e 07/out – elaboração do questionário
- 26/out – aplicação do questionário
- 27/out – mensuração das respostas do questionário
- 23 e 24/nov – entrega dos trabalhos e apresentação/debate em sala
PS: O blog poderá ser elaborado junto ao professor de SIC, caso ele tenha acordo.
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Para aqueles que tem acesso ao ClickIdeia, há uma atividade proposta por mim em:
http://www.clickideia.com.br/jsp/exibe.action?id=43982
Postado por Festi às 11:08 0 comentários
Marcadores: Ensino, Sociologia
Os meus mortos a serem lembrados neste 11/09 são outros...
Hoje, a grande mídia dedicará seu tempo a reportagens sensacionalistas sobre os ataques ocorridos há 10 anos nos EUA. Mostrarão os números de mortos das Torres Gemeas, os corpos caindo, as famílias perdidas, o heroísmo de algumas pessoas... Tentarão construir a imagem de um Império se reconstruindo dos escombros. Mas o que não mostrarão é que os EUA seguem em queda na sua influencia sobre o mundo, em plena crise econômica... E, sobretudo, neste 11 de setembro, nenhuma televisão ou jornal impresso mostrará o que os EUA fizeram no Chile em 11 de setembro de 1973.
Em 1973 os EUA patrocinavam mais um Golpe de Estado na América Latina, desta vez num país que passava pela experiencia mais interessante e complexa da esquerda sul-americana, iniciada com a vitória de Salvador Allende para a Presidência da República pela a Unidade Popular (uma aliança entre o Partido Socialista e o Partido Comunista chilenos). Em seu programa de governo, defendia a nacionalização dos setores estratégicos da economia chilena, além de inúmeras outras medidas progressistas e estruturais que, se concretizadas de fato, teriam mudado completamente o Chile.
A nacionalização envolvia os setores abocanhados pelas empresas imperialistas, principalmente norte-americanas. O boicotes aos planos do governo eram feitos interna e externamente. A burguesia se levantou, organizando uma sabotagem geral ao Estado, paralisando a produção de alguns setores e a circulação de boa parte das mercadorias. Os EUA impuseram vários embargos econômicos para pressionar Allende a mudar de rumo.
As respostas a estas ações burguesas vieram da classe operária chilena (e não do governo), que passou a ocupar inúmeras fábricas e a organizar os chamados "Cordões Industriais", uma espécie de conselhos operários que tinham a função de organizar as manifestações, mas também a produção e sua distribuição. Com isso, colocavam de pé um embrião de duplo poder frente ao impotente governo "socialistas". Estava instaurada uma situação de revolução e contra-revolução no Chile.
Como todo processo agudo de luta de classes, a situação seria definida ou a favor dos trabalhadores ou contra eles. Não havia mais perspectivas de conciliações ou convergências. O dramático neste processo, é que a Frente Popular, como toda clássica frente popular, limitou-se a confiar nas instituições do regime burguês e a impedir que a classe operária impusesse uma resposta pelas suas próprias forças. Enquanto uma vanguarda operária pedia armas para Allende, em manifestações públicas por todo país, o governo, com seu ministro da Defesa Augusto Pinochet, permitia que o exercito vistoriasse as fábricas e os bairros operários a procura de armas, que nunca existiram. Já estava em curso a preparação do golpe.
O Golpe de Estado de 11 de setembro de 1973 foi o mais sangrento de todos os golpes ocorridos na América Latina. Neste dia, o Estadio Nacional do Chile transformou-se numa local de detenção, tortura e assassinato. Segundo relatos, o rio que atravessa a capital Santiago ficou tingido de vermelho. Era o sangue dos operários mortes pelos fascistas.
Mataram o sonho de toda uma geração que escolheu mudar o seu destino rumo a uma sociedade melhor.
Por isso que neste 11 de setembro, lembrarei dos mortes daquele Chile de 1973. Lembrar e continuar lembrando é uma forma de resistência, pois a ordem social que proporcionou aquele golpe terrorista ainda continua viva, pronta para impedir qualquer nova tentativa de revolução.
Recomendo este vídeo do Ken Loach:
domingo, 11 de setembro de 2011 | Postado por Festi às 10:08 0 comentários
Marcadores: Política
Um poema de Brecht para o pós-greve!
Ontem, enquanto voltava da assembléia dos trabalhadores do Centro Paula Souza que decidiu pela suspensão da greve, lembrei-me deste poema de Bertolt Brecht (1898-1956)
:
Enquanto você estiver vivo, nunca diga: jamais!
O regime vigente não é seguro. Não é imutável.
Quando os opressores falarem, os oprimidos também falarão.
Quem se atreve a dizer: jamais?
De quem é a culpa se a opressão presiste? De nós.
Quem a destruirá? Somos nós.
Você está abatido? Levanta-te!
Você pensa que está perdido? Ao combate!
Você se considera um desgraçado? É o momento de marchar!
Os vencidos de hoje serão os vencedores de amanhã.
E o "jamais" se transforma em: hoje!
(B. Brecht)
terça-feira, 14 de junho de 2011 | Postado por Ricardo Festi às 12:31 1 comentários
Reunião de Professores pela Base
A corrente de Professores Pela Base (Ler-qi e independentes) - Campinas chama para a discussão:
Mobilizações e organização d@s profossora(e)s na luta contra a precarização da educação e do trabalho. Que educação nós queremos?
Dia 21/05 (sáb.), as 15h,
na Casa de Cultura e Política Hermínio Sacchetta
Av. Anchieta, 51, centro de Campinas.
Conheça o nosso blog: http://professorespelabase.blogspot.com/
quarta-feira, 18 de maio de 2011 | Postado por Festi às 00:28 1 comentários
Marcadores: Política
A praça virou sala de aula
segunda-feira, 16 de maio de 2011 | Postado por Festi às 21:37 1 comentários
Marcadores: Política
Com esta eles não contavam: palhaços inteligentes e conectados
Postado por Festi às 20:57 1 comentários
Marcadores: Política
#centropalhasouza - Desconstruindo as mentiras - 1
domingo, 15 de maio de 2011 | Postado por Festi às 13:18 0 comentários
Marcadores: Política
Os desafios da greve
Os desafios da greve no Centro Paula Souza
Para maiores informações sobre o ato do dia 13/05, ver: http://www.sinteps.org.br/news0261.html
Postado por Festi às 01:51 1 comentários
Marcadores: Política
RELATO SOBRE A GREVE
Postado por Festi às 01:05 0 comentários
Marcadores: Política
Lançamento de livro na Unicamp
quinta-feira, 5 de maio de 2011 | Postado por Festi às 23:43 0 comentários
Marcadores: Política, Sociologia
Comentários ao artigo da Carta Capital sobre o Centro
Postado por Ricardo Festi às 15:17 0 comentários
Marcadores: Política
Interessante matéria de Carta Capital sobre Centro Paula Souza
A “meritocracia” do ensino paulista
Escrito por: Rodrigo Martins
“Nossa última greve, em 2004, durou 80 dias. Foi graças a ela que conseguimos reajuste no ano seguinte”, avalia. “De lá para cá, o governo tem usado a bonificação como desculpa para não mexer nos salários. Só que os critérios desse bônus são confusos e punem o professor por aspectos que não dependem dele.”
Entre 2000 e 2006, o governo paulista oferecia o chamado “bônus mérito” para estimular a atividade docente. O pagamento premiava, na verdade, professores assíduos, com mais tempo de casa e bem avaliados pelos gestores das escolas. A partir de 2007, o sistema foi substituído pela bonificação por resultados, que passou a agregar critérios de produtividade, como a aprovação dos alunos e a evasão escolar. Além disso, criou-se o Sistema de Avaliação Institucional, no qual alunos, professores e funcionários respondem a um extenso questionário para avaliar a qualidade de ensino e as condições de infraestrutura das unidades.
“O governo tem todo o interesse de que o número de formandos seja o maior possível, porque a repetência gera mais gastos para o sistema”, afirma Antonio Pereira Afonso, diretor interino da Etec Getúlio Vargas, na zona sul de São Paulo. “Por trás dessa política de bonificação, há, porém, uma estratégia de ‘forçação de barra’, de aprovar aluno a qualquer custo, mesmo que ele não tenha desempenho satisfatório. Além disso, a evasão escolar e o déficit de aprendizagem não dependem apenas do docente. Normalmente estão associados a outros fatores externos à escola, como problemas familiares ou necessidade de trabalhar.”
Em 2011, os professores da Etec Getúlio Vargas tiveram um bônus de 2,4 salários, índice muito superior ao oferecido nos últimos dois anos, quando os docentes receberam menos de um salário a título de bonificação. O que mudou? “De fato, podem ter -contribuído os mutirões feitos por professores na tentativa de recuperar alunos irrecuperáveis. Mas, na prática, isso também se deve ao acaso. Menos alunos desistiram dos cursos”, avalia Afonso.
Doralice de Souza Balan, diretora da Fatec de Bragança Paulista, uma das oito faculdades de tecnologia que não receberão bônus em 2011, critica a falta de critérios claros no pagamento do benefício. “Desde fevereiro, requisitamos informações ao Centro Paula Souza (órgão estatal responsável pela administração das escolas técnicas e Fatecs) para saber exatamente a meta que precisávamos cumprir, mas ainda não recebemos resposta”, afirma. “Estamos no limbo, sem saber no que erramos, se é que erramos. Um dos pontos avaliados é a infraestrutura da escola, mas isso é de responsabilidade exclusiva do governo. Como a unidade é nova, compartilhamos o prédio de uma escola municipal até o nosso ficar pronto. É evidente que há insatisfação com as instalações inadequadas, mas quem resolveu expandir a rede antes de oferecer todas as condições não foram os professores.”
Do quadro de 22 docentes da Fatec São Sebastião, no litoral norte, três abandonaram a instituição no último ano para lecionar em escolas privadas ou universidades federais. “O plano de carreira deles é mais vantajoso e os salários, melhores”, explica Balan.
O coro dos descontentes é engrossado por Silvana dos Santos de Marchi, diretora acadêmica da Fatec São Sebastião, criada em 2009. “Dividimos espaço com uma escola técnica. Faltam laboratórios, biblioteca, os banheiros estão superlotados. Mas essa é uma situação excepcional, até o prédio da faculdade ficar pronto”, lamenta. “O que deveria incentivar o professor está se tornando um fator de desestímulo. É injusto o docente não receber bônus por causa da infraestrutura, porque houve pouca aprovação ou muitos alunos desistiram do curso. Isso é normal em qualquer faculdade.”
A gestora também critica a falta de comunicação da administração central com as unidades de ensino. “O Centro Paula Souza divulgou as metas de cada escola ou faculdade um dia antes de o governo estadual publicar, no Diário Oficial, os índices de bonificação para cada instituição. É uma aberração. Quando é traçado um objetivo, o razoável é que todos saibam o que é e tenham um ano para tentar alcançá-lo.”
Diversos professores ouvidos por CartaCapital criticaram ainda o baixo valor do vale-refeição (4 reais por dia) e dos descontos da bonificação por faltas justificáveis, como licenças médicas e a chamada “licença-prêmio”, na qual o profissional é recompensado por não faltar nenhuma vez durante cinco anos. “No ano passado, tive de ficar afastado da escola por quatro meses em razão de uma cirurgia no joelho. E, neste ano, só pude receber dois terços da bonificação”, afirma Afonso, da Etec Getúlio Vargas, que lecionava disciplinas de eletroeletrônica antes de assumir a direção da escola.
Procurada por CartaCapital, a superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá, alegou problemas na agenda ao recusar o pedido de entrevista. Por meio de nota, a assessoria de imprensa da instituição disse que “está em elaboração um novo Plano de Cargos e Salários para valorizar o salário dos professores”. As alterações de valores dependem, no entanto, de previsão orçamentária e aprovação na Assembleia Legislativa. Além disso, a nota informa que os parlamentares aprovaram, em 2008, um novo plano de carreira com reajuste médio de 49% no valor da hora-aula paga aos professores.
Especialista em avaliação, Luiz Carlos de Freitas, professor de Educação da Unicamp, contesta a própria existência da bonificação na educação pública. “Os reformadores empresariais acreditam que a educação é uma atividade como qualquer outra, passível de ser administrada pelos critérios da iniciativa privada. Ocorre que, no mercado, há ganhadores e perdedores, e os ganhadores não têm de se preocupar com os perdedores”, afirma. “No sistema de bônus, os testes ganham relevância extraordinária e acabam por corromper o processo social que tentam monitorar. Recentemente, Beverly Hall, superintendente do sistema educacional de Atlanta, na Geórgia (EUA), foi demitida após uma investigação que identificou fraude na avaliação de 58 escolas públicas. Em Nova York, John Klein deixou o cargo de superintendente, em junho de 2010, quando se descobriu que as altas notas que os alunos tiravam nas escolas estavam infladas. A escola não é uma pequena empresa.”
Postado por Ricardo Festi às 15:17 0 comentários
Marcadores: Política
Jakob Von Gunten
JAKOB VON GUNTEN: um diário Robert Walser
domingo, 10 de abril de 2011 | Postado por Ricardo Festi às 20:47 0 comentários


