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Almeida Júnior

Um dos quadros mais belos de Almeida Júnior (1850-1899), pintor brasileiro do final do século XIX. Famoso pelo "Caipira picando fumo" de 1893, o pintor retrata de forma fabulosa e sensível a morte em a "Saudade" de 1899. Mais que isso, Almeida Júnior retratava as contradições de um rural que começava a desaparecer...

A crise capitalista vai ao Cinema!

"Margin Call - O dia antes do fim" é uma ficção sobre a quebra do Lehman Brothers. Um retrato do cinismo e da hipocrisia dos altos executivos do mundo financeiro de Wall Street, um dia antes de explodir a maior crise capitalista que devastou o mundo desde 1929. Soma-se aos documentários Inside Job (trabalho interno) de Charles Ferguson e Capitalismo uma história de amor de Michael Moore, enquanto retrato crítico do mundo econômico. Que a crise seja paga pelos capitalistas!

A Democracia Corinthiana e a transição "democrática".

No dia 09 de dezembro, foi lançado na internet o documentário "Ser campeão é um detalhe: Democracia Corinthiana", curta-metragem produzido pela DNA Filmes e pelo Instituto de Artes da UNICAMP. Construído a partir de entrevistas com os jogadores, a equipe técnica e a diretoria da época (início dos anos 1980), além das opinões de Juca Kfouri e de historiadores, é um ótimo vídeo para quem gosta de futebol e quer conhecer um pouco mais deste momento histórico do pós-78. O contexto é singular: a Ditadura Militar caminhava para o seu fim diante de um amplo e massivo movimento popular por democracia; as greves dos metalurgicos do ABC já tinham incendiado o movimento operário; o movimento estudantil se reorganizava; o PT e a CUT tinham sido fundados... Mas, por outro lado, também havia forte repressão do regime militar a estes movimentos e setores dentro do regime contrários a reabertura política - exemplo, o atentado frustrado no Riocentro em 1981. Imperava uma tensão sobre o futuro!

Era um momento de crise em todas as esferas da sociedade brasileira, e o futebol não estaria alheio a isso. Mas é uma pena que esta experiência corinthiana não tenha vingado. Pelo contrário! Também no futebol a reação neoliberal fez escola. Na segunda metade dos anos 1980 surgiu o "Clubo dos 13" e com ele times/empresas voltadas para ganhar títulos, vender jogadores e ter grandes somas de lucros. Dá a impressão que a experiência ocorrida no Corinthians com a "Democracia Corinthiana" pode ser uma caricatura em miniatura do que ocorreu no país com o processo de redemocratização: o movimento foi forte, questionou as estruturas, teve relativo sucesso, mas de longe conseguiu abalar as reais estruturas de dominação. Os reacionários continuaram no poder, agora com uma nova roupagem!


Uma indicação bibliográfica sobre o tema:
Democracia corintiana Subtítulo: a utopia em jogo de Sócrates e Ricardo Gozzi
Editora Boitempo.

Filmes sobre educação

Para a discussão sobre educação - em especial, a educação brasileira - há vários filmes interessantes para assistirmos. Neste post, recomendarei apenas dois que utilizarei em minhas aulas. O primeiro, "Pro dia nascer feliz" (2007), é um documentário que problematiza a educação brasileira através de vários relatos de professores e alunos, confrontando diferentes realidades. O segundo, "Entre os muros da escola" (2008), baseado no livro homônimo do francês François Marin, reconstroi a realidade de uma escola pública na França e os diversos conflitos.

A riqueza destes filmes está em sua preocupação por retratar de forma não romântica o tema. Diferente de vários filmes hollywoodianos que seguem aquele velho clichê de um professor, ou diretor, que chega e salva os seus alunos, seja da violência do meio social em que estão inseridos, como em "Escritores da Liberdade" (2007), seja do tradicionalismo e da repressão, como em "Sociedade dos poetas mortos" (1989).

Ficam aí estas sugestões.


"Pro dia nascer feliz" (2007) de Joao Jardim



"Entre os muros da escola" (2008) de Laurent Cantet

Um poema de Brecht para o pós-greve!

Ontem, enquanto voltava da assembléia dos trabalhadores do Centro Paula Souza que decidiu pela suspensão da greve, lembrei-me deste poema de Bertolt Brecht (1898-1956):


Enquanto você estiver vivo, nunca diga: jamais!

O regime vigente não é seguro. Não é imutável.

Quando os opressores falarem, os oprimidos também falarão.

Quem se atreve a dizer: jamais?

De quem é a culpa se a opressão presiste? De nós.

Quem a destruirá? Somos nós.

Você está abatido? Levanta-te!

Você pensa que está perdido? Ao combate!

Você se considera um desgraçado? É o momento de marchar!

Os vencidos de hoje serão os vencedores de amanhã.

E o "jamais" se transforma em: hoje!

(B. Brecht)

Biutifiul.

Finalmente, Biutiful! Há meses, desde que fui seduzido pelas críticas (mais especificamente desde Cannes), venho tentando assisti-lo. Procurei, desesperadamente, um arquivo descente na internet, que pudesse baixar e assistir, porém todas as tentativas foram frustradas pelas péssimas imagens. Mas hoje, em meio ao aperto desses dias, consegui ir ao cinema (consciente que logo o filme sairia de cartaz). E fui preparado para receber um soco no estômago e sair com uma angustia da vida.

O filme de Alejandro Gonzalez-Inarritu (Amores Brutos, 21 gramas, Babel) tem como tema central a morte. Ela está por todos os lados. Num cenário fúnebre, sujo e caótico, a vida vai se ajeitando - ou tentando se ajeitar. Todos, ou praticamente todos, caminham para a  morte, deixando para trás suas dívidas.

O diretor parece ter deixado uma dúvida nos críticos de plantão sobre a sua ligação com o espiritismo, pois o persongem principal conversa com os mortos e os ajuda a seguir seu caminho do "outro lado" da vida. Para mim, o objetivo do diretor é ressaltar a passagem, a transição, a mudança. A vida concreta tornou-se o inferno, o castigo na terra, o cenário de Dante. Nenhuma alma, ou quase nenhuma, consegue livrar-se dos pecados, por mais bondosa que pareça. A salvação, a paz, está na morte, no fim.

A morte é a metáfora de uma sociedade efêmera, que ainda não sumiu e persiste em seguir existindo. É o mundo do trabalho precário, exercido por imigrantes ilegais, chineses e africanos, na prometida terra europeia. É o mundo regido pela lógica de um capitalismo decadente, em que as vidas valem muito pouco. Um mundo em que a única paz está na morte e não na vida. Um mundo que precisa perecer.

Reestreia...

Mal iniciamos o ano letivo e de cara já fui cobrado por vários alunos pela falta de atualização deste Blog. Devo reconhecer que faz alguns meses que não posto nada. Deixei-o secundarizado enquanto instrumento de divulgação das minhas ideias ou das dicas culturais que costumo dar,  talvez porque tenha sido contagiado pela onda avassaladora do Facebook (com 500 milhões de usuários, ele mereceu até um filme, indicado agora ao Oscar, mas, diga-se de passagem, na minha opinião, medíocre), pois é um instrumento mais fácil de postar pequenas observações, principalmente as indicações de filmes - com a vantagem de anexar os traillers e de atingir instantaneamente centenas de pessoas (a maioria meus alunos) com um simples toque. Aqui conto com a vontade de cada um em acessa-lo. No entanto, a cobrança amigável dos meus alunos por atualizar esse meio me empolgou a voltar a escrever em sua tradicional coluna vertical! Fica então aqui minha reestreia.

Uma dica de filme:
La teta asustada (O leite da amargura)
direção: Claudia Llosa
Peru, 2009.
O filme concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro, mas perdeu para o argentino "Os segredos dos seus olhos". Este ultimo, realmente, é muuuuiiiitttttoooo bom!

Cena do filme, La teta asustada.

Os filhos do Brasil não vão ao cinema.



Sem nada pra fazer no segundo dia de 2010 fui assistir a estréia do filme “Lula, o filho do Brasil” de Fábio Barreto. Uma porcaria! Esteticamente fraco, o diretor perde uma grande oportunidade de propor uma reflexão sobre o Brasil de Lula. O caminho escolhido para a narrativa não é tão ruim, – e nisso confesso que o diretor me surpreendeu, pois esperava uma história concentrada nas greves dos anos 1970 e na constituição do mito “Lula” - pois, ao reconstituir a vida de Luis Inácio da Silva, do seu nascimento no interior nordestino ao líder sindical das greves do ABC paulista, o filme mostrou parcialmente o percurso traçado por tantas vidas serverinas deste país enorme nas extensões e nas contradições. Muitas são as imagens: o moderno que caminha e cresce diante das mazelas do arcaico; o tempo vagaroso do rural sendo substituído pelas engrenagens e o concreto da cidade. Um país que soube dialeticamente se industrializar e crescer sem romper radicalmente com as estruturas mais reacionárias do seu passado colonial. Se o personagem principal fosse o Brasil o filme teria sido muito mais interessante.


O diretor poderia ter problematizando estas questões em seu filme, transformando a figura de Lula, em mero ponto de partida para uma reflexão mais profunda, com uma estética que nos remetesse aos projetos de Glauber Rocha. Mas Barreto preferiu a estética global, o senso-comum e o cinema comercial. Em ultima instância, seu filme não deixa de ser uma forma de reafirmar mais uma vez o “mito” Lula, algo que muitos outros diretores e autores já fizeram no passado com muito mais sofisticação.


Ao chegar ao cinema, fui surpreendido por algumas coisas. A primeira delas foi o próprio público. Tentei chegar bem cedo, pois minha lógica é que as entradas logo se esgotariam. Pensei: se o Lula tem a incrível marca de 83% de aprovação é óbvio que um filme sobre ele será uma grande sensação. A fila estava realmente enorme, porém as pessoas ali estavam preocupadas em assistir “Avatar”, a nova sensação de efeitos especiais de James Cameron – uma produção que chegou a marca dos 500 milhões de dólares. A minha surpresa deveu-se a um erro de análise do público e do local.


A segunda surpresa veio quando entrei na sala: quase não havia jovens. A absoluta maioria do público era de pessoas acima dos 40 anos de idade. Poderíamos pensar que novamente o “Avatar” explicaria - pois os velhos não se interessam por histórias de ET’s azuis? O fato é que tinha poucos jovens. Neste caso, há que esperar e ver como serão as próximas sessões, mas em minha opinião a questão é que as novas gerações não se interessam pela história de Lula, pois quando adquiriram alguma consciência política era Lula e o PT quem governava o país com sua política conservadora, distante de qualquer prática e programa de esquerda. Esta é a primeira geração que não apostou, em nenhum momento de sua vida, em Lula ou no PT como projeto de esquerda para o Brasil. Por quê então se interessar pela história do presidente Lula?


O meu ultimo grande erro, talvez o maior deles, foi achar que ali naquele espaço estariam uma fração dos 83% que apóiam o presidente. Sua aprovação, apesar de alta mesmo na pequena burguesia, é qualitativamente diferente do apoio que recebe dos milhões de explorados e famintos, homens em mulheres de vida sofrida, que não tem dinheiro para poder pagar a entrada do cinema (nem mesmo possuem um cinema em suas cidades). Estes, desgraçadamente, assistirão ao filme quando ele chegar aos camelôs ou for exibido pela Globo. E se emocionarão com a história do jovem pernambucano que vira sindicalista, assim como se emocionaram com o filme sobre os filhos de Francisco que viram astros do sertanejo.


Enquanto o mito de Lula continua a ser reproduzido, os filhos do Brasil continuam a sofrer com as enchentes, a exploração, as demissões, a precarização do trabalho, a miséria, a seca... O Brasil dos contrastes continua seguindo seu percurso para a ilusão do país potência. Precisamos de um novo filme que conte a história dos milhões de filhos do Brasil sem os mitos sindicalistas, populistas, messiânicos... Uma nova geração que, sonhadora da revolução, coloque abaixo todos os mitos! Eu escolho estar com estes!

Sarah Maple: provocando...

A inglesa Sarah Maple, 24 anos, é daquelas artistas que produzem uma arte descartável. Sua obra não apresenta nenhuma novidade, nem na temática menos ainda na estética. Mas cumpre a função de evidenciar a hipocrisia de uma sociedade burguesa decadente permeada crescentemente por uma polarização social e a intolerância com o "outro". No caso de hoje, estes são os islâmicos, associados ao terrorismo, a barbárie, ao primitivismo e a irracionalidade. Sarah, filha de uma mulher mulçumana, trata em sua arte a questão da mulher tanto oriental, e aí sim toda a barbárie que lhes são cometidas, como ocidental. Provoca as feministas burguesas ao evidenciar sua falsa liberdade na sociedade ocidental capitalista, submetidas as formas mais "modernas" - sutis - de opressão. Devemos reconhecer o mérito de Sarah por retomar esse tema.

("Eu amo orgasmo")

("Usem a minha inteligencia")

Neorrealismo e Glauber?




Há um duplo objetivo na minha vontade por conhecer o neorrealismo italiano. O primeiro, de todo cinéfilo, é conhecer este movimento fundamental da história do cinema. O segundo, como anunciei num outro post, é trilhar as influências ao cinema latino-americano dos anos 1960. Neste sentido, não poderia deixar de escrever algumas percepções sobre isso em Glauber Rocha (o meu diretor brasileiro do momento), centralmente em Deus e o Diabo na Terra do Sol.

Duas características, comuns aos filmes italianos do pós-guerra, parecem estar presentes neste trabalho de Glauber. O Primeiro a destacar é a mudança da localização da câmera, tirando-a dos estúdios – e todo seu cenário pomposo e caro – e colocando-a na rua – junto ao povo “real”. Porém, Glauber não filmará no cenário urbano, como fizeram os italianos, mas no principal local de conflito e de representação das contradições do país: o Sertão. Aliás, Glauber não foi o único a usar o agreste nordestino como cenário para o Cinema Novo.

Outra característica do neorrealismo italiano: a utilização de não-atores para representar os personagens nos filmes, com a pretensão de criar um ambiente mais real. Glauber usa seu motorista para fazer o “cego” em Deus e o Diabo... Um personagem muito importante, diga-se de passagem, pois é quem guiará os demais – o vaqueiro e sua esposa e Antônio das Mortes (meu preferido, que merecerá um post a parte) – aos seus destinos. Porém, sempre os questiona sobre seus caminhos. Um cego como guia: a metáfora da alienação, tema presente no filme. Ao mesmo tempo, um personagem consciente dos desfechos daquelas ações.

Estas referências na obra de Glauber se mesclam com outras inúmeras influências. A liberdade que deu a Othon Bastos em sua atuação é um exemplo disso. Estudando naquela época o teatro brechtiano, Othon leva as técnicas deste teatrólogo alemão para Deus e o Diabo.... A principal referência a isso é o diálogo entre Corisco e Lampião feito num monólogo de seu personagem. Em muitos momentos era o ator quem conduzia a câmera, e não o seu contrário, e a partir do seu movimento o Sertão vai se revelando para nós.

É óbvio que as influências de Glauber provêem de muitas outras tradições e movimentos. Mas, pelo limite que tem um blog, e também do seu autor, não é minha pretensão enumerar todas. Mas uma é bastante evidente e não poderia deixar de registrar: a Nouvelle Vague. As referencias desta escola no diretor brasileiro são muitas: assim como o percurso da Nouvelle Vague teve início na crítica de cinema, Glauber era um jornalista crítico de cinema antes de começar a filmar; a valorização do intelectual: Glauber defende um cinema-autor, em que o diretor seja soberano e independente em sua criação; a revolução proporcionada pela câmera de 16mm: "uma câmera nas mãos e uma idéia na cabeça"; dentre outras que não me lembro agora – pois escrevo na madrugada, em mais uma de minhas insônias. Fica então este tema para outro post, numa outra insônia.

Ladrões de bicicletas



Ladrões de bicicletas
Vittorio de Sica
Itália, 1948

Fazia tempo que queria estudar o cinema italiano do pós-guerra. Minhas aspirações por entender o cinema latino-americano dos anos 60 sempre me remetiam a necessidade de assistir o cinema neorrealista italiano, citado inúmeras vezes por Glauber Rocha e Raymundo Gleyzer, as duas principais referencias do Cinema Novo brasileiro e argentino, como importante influencia em seus filmes. Assistir Ladrões de Bicicleta me fez entender o porquê.

Retratando uma Itália marcada pelo fascismo e pela derrota na segunda grande guerra, um operário desempregado vive a angústia de seu novo emprego escapar pelas mãos ao roubarem sua bicicleta no primeiro dia de trabalho. Começa então uma longa busca pelas ruas de Roma para manter o seu emprego. Ao passo que a procura acontece, o filme nos mostra a realidade social, econômica e cultural de uma Itália dos anos 1940. Contra um cinema hollywoodiano, vários cineastas procuraram produzir um cinema alternativo na Itália, em que as camadas populares se tornavam protagonistas. Foi um projeto estético, mas também político.

Ladrões de bicicleta é um clássico e uma referencia para todo cinéfilo.

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"Enquanto Roberto Rossellini é o grande mestre do neorrealismo italiano que surgiu em 1945, Vittorio De Sica é o pai de Ladrões de bicicletas, que se tornou um marco do movimento e, mesmo após tanto tempo, comove os mais diversos públicos. Uma das razões do sucesso está na mistura de neorrealismo com melodrama, em que a força dos atores ganha relevo na história e a trilha sonora conduz as emoções"
(Especial Bravo, "100 filmes essenciais da história do cinema", 3a edição)

MIS: Semana Vladimir Carvalho

Semana Vladimir Carvalho
Um Cineasta do Documentário





3 a 7 de novembro de 2009

Locais:
Museu da Imagem e do Som de Campinas - Rua Regente Feijó, 859 - Centro
Centro de Convenções da Unicamp - Ginásio Multidisciplinar - Av. Érico Veríssimo - Cidade Universitária Zeferino Vaz

Programação gratuita

MIS

Dia 3, terça-feira
20h - A bolandeira e O país de São Saruê - debatedora: Shirly Ferreira de Souza

Dia 4, quarta-feira
20h - Vila Boa de Goiaz e O engenho de Zé Lins - debatedor: Vladimir Carvalho

Dia 5, quinta-feira
14h - A cinememória de Vladimir Carvalho
15h - Mesa redonda - O cinedocumentário de Vladimir Carvalho. Coordenação: Alberto Nasiasene. Debatedores: Vladimir Carvalho e Nuno César Pereira de Abreu
20h - A pedra da riqueza e O evangelho segundo Teotônio - debatedor: Alberto Nasiasene

Dia 6, sexta-feira
20h - Brasília segundo Feldman e Barra 68 - debatedor: Newton Marques Perón

Dia 7, sábado
16h - Conterrâneos velhos de guerra - debatedor: Orestes Toledo


Centro de Convenções da Unicamp - Ginásio Multidisciplinar

Dia 4, quarta-feira
12h - O país de São Saruê - debatedora: Shirly Ferreira de Souza

Dia 5, quinta-feira
12h - O engenho de Zé Lins - apresentação: Vladimir Carvalho

Dia 6, sexta-feira
12h - Barra 68

** Programação, sinopses e biografia de Vladimir Carvalho em anexo **

Curadoria
Alberto Nasiasene

Coordenação
Orestes Toledo

Produção
Batata e Luís Fernando Vasconcelos

Realização
MIS - Museu da Imagem e do Som de Campinas/ Prefeitura Municipal de Campinas
Coordenadoria de Desenvolvimento Cultural/ Pró-Reitoria de Extensão da Unicamp

Apoio
Negativo - www.negativoonline.com
Hotel Jaguary

Contato
mis@campinas.sp.gov.br
(19) 3733 8800

Cinema: A Partida (Okuribito), Yôjirô Takita, 2008.




"A partida", do diretor japonês Yôjirô Takita, é um filme belíssimo que retrata o infindável dilema existencial. Depois de perder seu emprego numa Sinfônica em Tóquio como violoncelista, retorna ao "interior", iniciando uma redescoberta de si próprio. É estranho pensar que podemos encontrar o sentido de nossas vidas em situações tão inusitadas como a própria morte. É uma metáfora fortíssima, que permeia todo o filme. Recomendo assisti-lo. As músicas são maravilhosas, acentuando o tom sensível de A Partida!